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Patrono: Celso Furtado
Por uma política de promoção do pleno emprego no Brasil.
Atualizado em: 29/09/2008

Desde 07/10/2003
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O colapso do Capitalismo?

José Ricardo Cunha de Oliveira

 

O século XX foi pródigo em lições para toda a humanidade. Conquistas até antes inimagináveis aconteceram. Uma esfervilhante produção industrial, cultural, tecnológica e social revolveram usos e costumes criando um novo modo de olhar o mundo e de viver usufruindo bens pessoais e coletivos.

Podemos olhar a História focando momentos passados remotos e/ou próximos para que, através deste olhar, possamos traçar algumas perpectivas para o futuro que, para uns é um ‘amanhã eterno’ e que, para outros, é o que eu denomino um ‘presente contínuo’.

Vimos, no século passado, o desenvolvimento de doutrinas econômicas que ditaram regras para as mais diversas nações e assistimos, também, o confronto comunismo-capitalismo em busca da hegemonia política baseada em formas de produção e distribuição da riqueza das nações e pessoais.

Neste ínterim do século XX, que perfaz mais do que a existência de qualquer um de nós, haja vista que viver mais de seis décadas foi uma conquista bem recente para a humanidade, assistimos crises do sistemas econômicos sendo que o ‘comunismo’ sofreu um grande colapso após, simbolicamente,  a ‘queda do muro de Berlim’. O ‘capitalismo’, por sua vez, volta e meia dá sinais de ‘crises’ e talvez, a mais ‘simbólica’ tenha sido a Crise de 1929 que fez a América do Norte mergulhar profundamente em busca de uma identidade mediana entre o ‘capital’ e o ‘comum-social’ através do assistencialismo proposto pelo ‘New Deal’, de Rossevelt, àquela época. (O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudaram a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933.)

A observação de muitos anos que eu faço sobre o nosso comportamento social-político-econômico leva-me a crer que um dia, todos nós no planeta teremos que encarar um confronto mundial que se dará não entre homes e máquinas, mas entre capitais e bens. Entre valores atribuídos aos bens e os valores reais de cada um deles.

Talvez o mais significativo e esquecido sinal que o capitalismo deu sobre sua essência e destino foi em 1929. Apesar de pouco comentado é o que vemos repetidamente acontecer fazendo o sistema ‘capitalista-selvagem’ se assemelhar àquelas famosas pirâmides de distribuição de vantagens. Os primeiros passam bem e levam vantagens até que o universo de pessoas e situações envolvidas provoquem o colapso de uma idéia de ‘mão-única’.

As crises nas bolsas em que as ações caem embora as empresas se valorizem e vice-versa. A valorização exarcebada de bens de capital e de propriedades em relação ao Trabalho, à Produção e à Vida dão sinais de um possível colapso que se anuncia.

Depois de assistirmos o colapso do comunismo no século XX assistiremos ao colapso do capitalismo?

O século XXI, hoje sem qualquer representante que possa ditar rumos têm que contar com os nascidos no século XX para zelar pelo destino de todos nós. A coletividade, que precisa de Terra, de Capital e de Trabalho para realizar a Vida.